artista comunicador



Listas 2010: Os Melhores Álbuns

categoria : Cairo Braga, Fluxo de Consciência, Música · No Comments ago 2nd, 2011
Não que eu tenha passado esse tempo todo fechando essa lista, ela está fechada desde Janeiro de 2011. Mas assim como o Soda Indie demora semanas para publicar um review, eu demorei meses pra sentar e escrever essa lista que, sim, foi difícil de fazer. 2010 teve tantos discos fodas de bons (e olha que eu não ouvi nem um terço do número de álbuns que o Felipe Killer do Vinyyyl ouviu, por exemplo) que foi muito difícil fazer essa lista, talvez a minha mais pessoal até o momento. Tanta dificuldade me fez fazer um Top 10 extremamente baseado em conexão emocional com 12 álbuns já que 3 dividem igualmente, lado a lado, o topo da lista porque eu não consegui decidir qual era melhor que o outro.
Então, com quase 9 meses de atraso (uma gestação) e com perigo de ser 300% irrelevante a essa altura do campeonato, eu lhes apresento aqueles que foram os 10 melhores álbuns de 2010 na minha opinião.
Se prepara psicologicamente porque o post tá monstruoso!
Se preparou? Mesmo? Olha lá, hein, eu não me responsabilizo por quaisquer danos que você sofrer depois do pulo!

Sensaciones Pop

categoria : Cairo Braga, Meta, Música · (2) Comments jun 26th, 2011

É com grande alegria que anuncio oficialmente a mudança de nome do blog (mais uma, mas o importante é manter o meu nome no endereço pra todo mundo saber que ainda sou eu que estou aqui, apesar de tantas metamorfoses…) para o apelido que minha amadíssima Pâmella Zakrzewski me deu em 2008 e que eu uso como nick do MSN desde então: A ENCICLOPÉDIA DO INESPERADO.

Junto com isso lanço nesse post a minha primeira coletânea (coisa que amo fazer e que há tempos venho querendo compartilhar com vós) feita em comemoração ao iminente-mas-ainda-sem-data lançamento de La Polinesia Meridional, o novo álbum da minha banda espanhola favorita, La Casa Azul.

te espero sentado en la puerta de La Casa Azul

Sensaciones Pop: La Cronologia Selecionada de La Casa Azul por Cairo Braga é uma compilação cobrindo as músicas que eu mais gosto e que representam o universo em evolução dessa banda de um homem só que faz o pop mais luminoso da Espanha atualmente e é considerado a maior estrela da cena do rock independente espanhol. Guille Milkyway lançou o primeiro compacto do La Casa Azul em 1998 e desde então só ganhou mais fãs e sucesso com seu rock-disco-eletro-dance-shibuya-sunshine-pop que versa sobre amores perdidos, universos multicoloridos, festas e amores conquistados embalados por melodias irresistivelmente cantáveis e retrô (que têm embalado meus dias desde que minha irmã Daniel Beck me apresentou à banda no final de 2009).

Então se prepare para La Polinesia Meridional viajando por tudo que banda fez de melhor até hoje, incluido o primeiro single do novo disco. A tracklisting você confere na página de Mixtapes e o link para download está logo abaixo.

[RAR] La Casa AzulSensaciones Pop: La Cronologia Selecionada de La Casa Azul por Cairo Braga

Lucille Bogan, nós e o sexo

categoria : Cairo Braga, Fluxo de Consciência, lgbt, Música · (4) Comments abr 7th, 2011

Há algum tempo o querido Felipe Killer (do Vinyyyl) postou em seu twitter um link para uma música um tanto quanto surpreendente para ouvintes mais incautos. Era uma versão “secreta” de um sucesso da cantora de jazz dos anos 20, 30 e 40 Lucille Bogan: “Shave’em Dry“.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=2ko2VXpW7_g&w=490]

Acompanhe a letra:

I got nipples on my titties, big as the end of my thumb,
I got somethin’ between my legs’ll make a dead man come,
Oh daddy, baby won’t you shave ‘em dry?
Now, draw it out!
Want you to grind me baby, grind me until I cry.
(Uh, huh.)
Say I fucked all night, and all the night before baby,
And I feel just like I wanna, fuck some more,
Oh great God daddy,
(Say you gonna get it. You need it.)
Grind me honey and shave me dry,
And when you hear me holler baby, want you to shave it dry.
I got nipples on my titties, big as the end of my thumb,
Daddy you say that’s the kind of ‘em you want, and you can make ‘em come,
Oh, daddy shave me dry,
(She ain’t gonna work for it.)
And I’ll give you somethin’ baby, swear it’ll make you cry.
I’m gon’ turn back my mattress, and let you oil my springs,
I want you to grind me daddy, ‘til the bell do ring,
Oh daddy, want you to shave ‘em dry,
Oh great God daddy, if you can’t shave ‘em baby won’t you try?
Now if fuckin’ was the thing, that would take me to heaven,
I’d be fuckin’ in the studio, till the clock strike eleven,
Oh daddy, daddy shave ‘em dry,
I would fuck you baby, honey I’d make you cry.
Now your nuts hang down like a damn bell sapper,
And your dick stands up like a steeple,
Your goddam ass-hole stands open like a church door,
And the crabs walks in like people.
Ow, shit!
(Aah, sure enough, shave ‘em dry?)
Ooh! Baby, won’t you shave ‘em dry
A big sow gets fat from eatin’ corn,
And a pig gets fat from suckin’,
Reason you see this whore, fat like I am,
Great God, I got fat from fuckin’.
Eeeeh! Shave ‘em dry
(Aah, shake it, don’t break it)
My back is made of whalebone,
And my cock is made of brass,
And my fuckin’ is made for workin’ men’s two dollars,
Great God, round to kiss my ass.
Oh! Whoo, daddy, shave ‘em dry

O lance é que essa canção em especial chama a atenção por ser bem explícita mas durante os anos 20, 30 e 40 o jazz safadinho, cravejado de duplos sentidos e eufemismos sexuais, era mais comum nos Estados Unidos do que se conhece abertamente. E mais ousado do que o bitch pop de hoje em dia, que se proclama tão prafrentex e libertário, mesmo pros nossos padrões.

Tudo isso me trouxe à memória uma discussão que tive com meu pai sobre como da geração dele para a minha ouve um processo de encaretização do sexo. Sim, a expressão social da sexualidade no cotidiano e na cultura pop se tornaram realmente mais evidentes e derrubaram tabus dos anos 60 pra cá, mas por algum motivo a maneira como a juventude vive a sexualidade hoje em dia é repleta de amarras, preconceitos e valores conservadores que não condizem com todo o discurso de que somos mais livres sexualmente que nossos pais e avós.

Os relatos e conselhos de meus pais relacionados ao sexo com base no que eles viram e viveram em sua juventude me faz entender porque tanta gente ainda se escandaliza com certas declarações que faço em mesas de bar e conversas nos fóruns e chats interwebs afora. Digo isso porque o que eu estou vendo e vivendo na minha juventude é de algum modo decepcionante para um pré-adolescente que cresceu ouvindo borbulhantes declarações sobre como a minha geração é livre, tolerante e livre de preconceitos. Sim, porque toda essa caretice sexual afeta diretamente todo o resto de nossas vidas, inclusive os preconceitos. Mas isso é sabido e não quero ser redundante.

Muito se diz sobre como a ação social coletiva é a chave da mudança de paradigmas para uma geração e/ou sociedade, mas não adianta nada toda uma conjuntura de mobilização com objetivos comuns se dentro de cada uma das pessoas envolvidas ainda residem modelos medievais de relação sócio-sexual, preconceitos íntimos e medo do novo. Falando especificamente do meio LGBT, a reprodução dos modelos heteronormativos é algo ainda muito forte nas relações e nos relacionamentos, e isso me incomoda muito porque tudo isso acaba, no frigir dos ovos, atravancando nossas lutas polítcas contra o machismo e a homofobia, afinal essas duas coisas seguem firmes e fortes dentro do próprio universo LGBT.

Enquanto pessoas como eu ainda forem tachadas de “avançadinhas demais” por pessoas que acham que o gay efeminado é sempre quem dá o rabo, que engolir porra é nojento e degradante, que se define como o homem ou a mulher da relação e insiste no conceito castrador cristão da promiscuidade, nossas metas de mudança social estarão sempre enfraquecidas e dependentes de uma certa sorte pra acontecerem como desejamos.

Se em 80 anos passamos de shows onde cantoras como Lucille Bogan cantavam o sexo com imagens explícitas e bem humoradas com liberdade para um clipe sem graça e sem força como “S&M” de Rihanna censurado em dezenas de países por seu “conteúdo sexual pesado”, está mais do que na hora de repensar a liberdade sexual dos nossos dias, não tão livre como pensamos que ela é.

Existe a famosa frase: “Pense global, aja local”. Ela também vale pro sexo.

Set de Abertura da Primeira Festa³

categoria : Cairo Braga, Eventos, Meta, Música · (2) Comments abr 4th, 2011

Como alguns de vocês devem saber, eu fui convidado pelo pessoal do maravilhoso blog amigo aos cubos para discotecar na primeira festa deles, no Dynamite Pub em Sampa. Tive a honra de abrir a Festa³ (e estar no mesmo lineup que André Pomba, Cayo Correa, Fábio Borges/Compadre Chico, Mashup Boys e André Aloi) e planejei meu set com essa finalidade para que a empreitada seja bem sucedida em suas muitas edições ainda por vir.

A Festa³ foi uma delícia, transformando o Dynamite Pub num verdadeiro auê de amigos com direito a dancinhas no palco e explosões de papel prateado quando os Mashup Boys abriram seu set com “Firework” da Katy Perry. Muita gente legal, muita música boa pra dançar e muita tranqüilidade não faltaram nessa primeira Festa³, cuja segunda edição (que acontece dia 28 de Maio novamente no Dynamite Pub) promete grandes surpresas e impactos, fiquem ligados.

E como eu havia comentado interwebs e real life afora, eu posto hoje o set que eu fiz na abertura da Festa³ pra aqueles que não foram ou chegaram depois de eu ter tocado possam sentir o gostinho de como foi o começo da delícia toda.

Ouça o set no player acima ou faça o download direto pra poder ouvir quando quiser. Você encontra o tracklist na página Mixtapes aqui do blog.

Pra saber mais sobre A Festa³ corre lá no aos cubos!

LiveBlogging Grammy 2011

categoria : Eventos, Internet, LiveBlogging, Música · (2) Comments fev 13th, 2011

É isso aí minha gente, o Pertence a Cairo Braga volta às atividades em 2011 com um liveblogging do Pre-Telecast e da Cerimônia Principal dos 53rd Grammy Awards com a participação de convidados ilustres, como Fuvio Balsalobre, do blog amigo aos cubos.

Você pode assistir ao Pre-Telecast no site oficial do evento a partir das 19h e a Cerimônia a partir das 23h no canal por assinatura TNT ou via web em algum link que esteja transmitindo o canal estadunidense CBS.

Não esqueça de conferir a lista completa de indicados também no site oficial do evento.
Nos vemos aqui a partir das 19h!

Oi, 2011!

categoria : audiovisual, Eventos, Música · No Comments jan 1st, 2011

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=bW89Pv8QrX4&w=510]

let us sing here for a new beginning.

Tchau, 2010!

categoria : audiovisual, Eventos, Música · No Comments dez 31st, 2010

the dog days are done.

Hang With Me, by Robyn

categoria : audiovisual, Música · No Comments ago 27th, 2010

Eu sei que já faz um tempo, mas só hoje eu assiti o lindo e fofo clipe de Hang With Me da ultraplatinada popstar mais cool que a Suécia já deu ao mundo: Robyn.

Atentem pra fotografia do clipe e em como Robyn está linda em todos os momentos. Um clipe nada inovador, claro. Mas que merece destaque.

E estou desesperado pra saber quando sai a última parte da trilogia BODY TALK. =D

Resultados Digestivos

categoria : audiovisual, Fluxo de Consciência, Internet, Música · No Comments maio 7th, 2010

Na digestão humana, o corpo separa o que pode ser aproveitado dos alimentos para a manutenção do organismo e o que não serve pra nada. O que não serve pra nada, como todos sabemos, vira merda.

Infelizmente, a junção de referências estéticas não possui essa capacidade digestiva seletiva. Ou o resultado é bom e fortalecedor para o artista ou ele é uma merda.