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	<title>A Enciclopédia do Inesperado</title>
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	<description>tudo, nada e bonus tracks.</description>
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		<title>&#8220;As noites são escuras, e os dias, São Carlos&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 21:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cairo Braga</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230;yesterday I had the longest ever dream&#8230; Um sonho que durou 4 anos incríveis. Mas os sonhos precisam acabar para outros começarem. Obrigado a todos que fizeram parte dessa jornada que foi a graduação e os meus primeiros anos morando sem meus pais. Eu cresci graças a todos vocês, podem ter certeza. E, claro, obrigado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8230;yesterday I had the longest ever dream&#8230;</em></p>
<p>Um sonho que durou 4 anos incríveis. Mas os sonhos precisam acabar para outros começarem. Obrigado a todos que fizeram parte dessa jornada que foi a graduação e os meus primeiros anos morando sem meus pais. Eu cresci graças a todos vocês, podem ter certeza.</p>
<p>E, claro, obrigado à cidade que me acolheu e que permitiu que minha estrela brilhasse no seu céu. Por tudo de bom e de ruim, São Carlos, eu te amo e eu te odeio.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cairobraga.com/2012/as-noites-sao-escuras-e-os-dias-sao-carlos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/31aQr3TWGj0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><object height="81" width="490"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcairobraga%2Fdoes-not-suffice&#038;g=1&#038;"></param><embed height="81" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fsoundcloud.com%2Fcairobraga%2Fdoes-not-suffice&#038;g=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" width="490"> </embed> </object></p>
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		<title>oi, 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 00:37:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nesse 2012, meu primeiro ano no mundo adulto pra valer, rs, eu volto a ser um habitante de Megatropolis, minha querida terra natal cinza. E teve uma música de 2011 que veio a calhar com esse momento da minha vida e é com ela que eu começo esse ano bissexto que parece que vai ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse 2012, meu primeiro ano no mundo adulto pra valer, rs, eu volto a ser um habitante de Megatropolis, minha querida terra natal cinza. E teve uma música de 2011 que veio a calhar com esse momento da minha vida e é com ela que eu começo esse ano bissexto que parece que vai ser lindo e maluco.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cairobraga.com/2012/oi-2012/"><img src="http://img.youtube.com/vi/nfDaLtGEQv4/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
<em>my dreams were screaming at my face<br />
heads up girl<br />
you can rule this place</em></p>
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		<title>tchau, 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 16:12:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Foi um ano estupendo, intenso, surpreendente, trabalhoso e cansativo. Muitos ciclos se fecharam dentro de 2011 e está na hora do ciclo final também se acabar. Me recuperei de 2010, cresci, renovei laços de amor, criei novos, coloquei pingos nos is, me diverti, fiz o que eu amo, briguei, chorei, fiz as pazes, fiquei mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi um ano estupendo, intenso, surpreendente, trabalhoso e cansativo. Muitos ciclos se fecharam dentro de 2011 e está na hora do ciclo final também se acabar.</p>
<p>Me recuperei de 2010, cresci, renovei laços de amor, criei novos, coloquei pingos nos is, me diverti, fiz o que eu amo, briguei, chorei, fiz as pazes, fiquei mais bonito, me graduei, trabalhei, chorei mais um pouco, sofri, arrumei minhas coisas, produzi, cantei, planejei, fui a um dos shows da minha vida acompanhado de um dos amores da minha vida (e de brinde ainda encontrei outros amores por acaso no show), fui ao aniversário de 100 anos da minha bisavó, fui às bodas de ouro dos meus avós paternos, conheci pessoas que me antecederam e que me ensinaram muita coisa mas muita coisa mesmo, fiz merda, corrigi algumas outras não deu, amadureci, me despedi da cidade em que me tornei artista, subi no meu salto sem medo de ser feliz, usei os meus talentos, fiz o que quis e o que não quis, fui convidado, convidei, tive idéias, tive idéias em sonhos, tive sonhos, fiquei estressado, perdi o controle, fiquei bêbado, falei merda, tirei 10 no TCC, me mudei de volta pra São Paulo depois de 11 anos fora da minha terra natal, revi a família, fiquei feliz pra caralho de ver meus primos, ganhei sobrinhos, abandonei o black power, fiz um moicano, fiquei louro, fiquei ruivo, me dei um presente de Natal lindo, vim morar com a minha tia no Alto da Freguesia, vim passar o Reveillón com a minha mãe e escrevi esse post.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cairobraga.com/2011/tchau-2011/"><img src="http://img.youtube.com/vi/4O5GlPgqNH0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p style="text-align: center;"><em>me gusta estar rodeado de gente<br />
gente que no conozco formando un ambiente<br />
en el que todos me miren y nadie me siente<br />
quiero vivir en la ciudad</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vinte e um anos</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 19:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cairo Braga</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É tempo pra porra, amigos. Mais de duas décadas de vida. Um ano mais velho que o disco mais importante dos anos 1990 e da minha vida (mas isso é assunto pra outro post&#8230;). Hoje completo vinte e um anos fora da barriga de mamãe. Um aniversário complexo, eu diria. O melhor da minha vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É tempo pra porra, amigos. Mais de duas décadas de vida. Um ano mais velho que o disco mais importante dos anos 1990 e da minha vida (mas isso é assunto pra outro post&#8230;).</p>
<p>Hoje completo vinte e um anos fora da barriga de mamãe. Um aniversário complexo, eu diria. O melhor da minha vida até agora, sem sombra de dúvidas. Mas vamos nos focar, rs.</p>
<p>Estou comemorando esse dia desde o começo do mês, como já é de praxe. Muita festa, muito amor e muitos sorrisos. Mas hoje eu vim falar que aquele chamamento geral que eu fiz no começo de Agosto finalmente teve seu resultado divulgado. Lhes apresento, no dia do meu aniversário, o episódio introdutório do meu mais novo projeto experimental, o vlog intitulado <strong>the elegant elephant;</strong>.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cairobraga.com/2011/vinte-e-um-anos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2lypmlrVte0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>11 lindas pessoas tiraram um tempo de suas vidas pra me dizer quem sou eu e deu nisso aí. Um exercício de narcisismo, uma massagem no ego disfarçada de arte comunicativa do século vinte e um, uma saraivada de amor.</p>
<p>Amor também é o que tem nesse pequeno trecho de texto de autoria de <strong>Jean Claude Carriere</strong> em que ele discorre poeticamente sobre a função que eu exerço em sets de filmagem desde o segundo ano de faculdade e, quem sabe, ainda exercerei pelos anos que virão.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-1021" title="Silencio_JCCarriere" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/09/Silencio_JCCarriere.jpg" alt="sound is poetry" width="445" /></p>
<p>Muito obrigado ao companheiro <strong>Vitor Vilaverde</strong> por ter me enviado isso no dia do meu aniversário (além de um email lindo, mas esse é só pra mim, rs), me fazendo ver que existe sim a poesia que eu procuro em tudo que eu faço.</p>
<p>Um aniversário com gosto de despedida, um aniversário com gosto de vitória, um aniversário repleto de amor. Mais do que nunca minha <strong>Deusa Absoluta Björk</strong> está certa: all is full of love.</p>
<p>E tudo que eu posso dizer e nunca vou cansar de repetir a todos vocês aí do outro lado da tela, todos vocês, todos, é: MUITO OBRIGADO!</p>
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		<title>M&#243;&#240;urm&#225;l</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 18:43:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vamos aproveitar que essa semana eu ainda tenho tempo e não entrei em set pra garvar meus TCCs e continuar a agitação, néan? Com algum atraso, eu lhes apresento a tão falada e prometida coletânea que eu fiz da Tia Iglu cantando somente em sua lingua mater: Móðurmál...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos aproveitar que eu ainda não entrei em set pra gravar meus TCCs e continuar a agitação, néan?</p>
<p>Com algum atraso, eu lhes apresento a tão falada e prometida coletânea que eu fiz da Tia Iglu cantando somente em sua <em>lingua mater</em>: <strong><em>Móðurmál</em></strong> (que quer dizer língua-mãe em islandês, rs)</p>
<p><a href="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/kpasmall.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="kápa-small" border="0" alt="kápa-small" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/kpasmall_thumb.jpg" width="450" height="450" /></a> </p>
<p>Cobrindo desde o seu primeiro álbum lançado quando ela tinha apenas 11 aninhos, passando por raridades das bandas das quais ela fez parte nos anos 80, b-sides dos anos 90 e 2000 e finalizando com o último single que a Deusa lançou em islandês para arrecadar fundos para ONGs ambientais da islândia, essa coletânea traz 25 faixas selecionadas para o deleite de quem aprecia <strong>Björk</strong>, sua música e sua língua materna, na qual a lindíssima já confessou preferir cantar ao invés do inglês.</p>
<p>Então não se faça de rogada e clica no link abaixo pra fazer o download e clica <a href="http://cairobraga.com/mixtapes/" target="_blank">aqui</a> pra ver a tracklist.</p>
<p>[RAR] <strong>Björk</strong> &#8211; <a href="http://www.4shared.com/file/I-annntj/Murml.html" target="_blank">Móðurmál</a></p>
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		<title>Listas 2010: Os Melhores &#193;lbuns</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 22:39:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não que eu tenha passado esse tempo todo fechando essa lista, ela está fechada desde Janeiro de 2011. Mas assim como o Soda Indie demora semanas para publicar um review, eu demorei meses pra sentar e escrever essa lista que, sim, foi difícil de fazer. 2010 teve tantos discos fodas de bons...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="gsWidget"></div>
<div id="_mcePaste">Não que eu tenha passado esse tempo todo fechando essa lista, ela está fechada desde Janeiro de 2011. Mas assim como o <a href="http://sodaindie.com" target="_blank">Soda Indie</a> demora semanas para publicar um review, eu demorei meses pra sentar e escrever essa lista que, sim, foi difícil de fazer. 2010 teve tantos discos fodas de bons (e olha que eu não ouvi nem um terço do número de álbuns que o <a href="http://twitter.com/felipekiller" target="_blank">Felipe Killer</a> do <a href="http://vinyyyl.blogspot.com/" target="_blank">Vinyyyl</a> ouviu, por exemplo) que foi muito difícil fazer essa lista, talvez a minha mais pessoal até o momento. Tanta dificuldade me fez fazer um Top 10 extremamente baseado em conexão emocional com 12 álbuns já que 3 dividem igualmente, lado a lado, o topo da lista porque eu não consegui decidir qual era melhor que o outro.</div>
<div>&#160;</div>
<div>Então, com quase 9 meses de atraso (uma gestação) e com perigo de ser 300% irrelevante a essa altura do campeonato, eu lhes apresento aqueles que foram os 10 melhores álbuns de 2010 na minha opinião. </div>
<div>&#160;</div>
<div>Se prepara psicologicamente porque o post tá monstruoso!</div>
<div>Se preparou? Mesmo? Olha lá, hein, eu não me responsabilizo por quaisquer danos que você sofrer depois do pulo!</div>
<div>&#160;</div>
<p><span id="more-902"></span>
<div><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="banneralbuns2010" border="0" alt="banneralbuns2010" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/banneralbuns2010.jpg" width="500" height="64" />&#160; </div>
<div>Antes de começar nossa brincadeira gostosa, eu fiz uma playlist com minhas 3 faixas favoritas de cada álbum na ordem que eles vão ser apresentados aqui e eu recomendo que você <a href="http://grooveshark.com/playlist/Melhores+lbuns+De+2010/42749291" target="_blank">clique aqui</a> pra ouvir no Grooveshark. Clicou e começou a ouvir? Então bora lá!</div>
<div>&#160;</div>
<div align="center"><strong>#10. Marina &amp; The Diamonds – The Family Jewels</strong>&#160;<img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="thefamilyjewels" border="0" alt="thefamilyjewels" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/thefamilyjewels.jpg" width="480" height="480" /> </div>
<div align="center">&#160;</div>
<div>Essa britânica descendente de gregos e com nome cheio de glamour, Marina Diamandis, se ergueu da internet pra entrar em estúdio e lançar um disco extremamente maduro e cheio de personalidade para uma artista debutante. Assim como <strong>Lily Allen</strong>, Marina conseguiu cativar excelentes produtores (incluindo o hypado <strong>Greg Kurstin</strong>, que produziu o segundo LP de Lily, que ocupou essa mesma posição na lista de 2009) para forjar um disco coeso, com um estilo próprio e cheio de frescor. Fazendo uso de harmonias, progressões e arranjos vocais que referenciam a música mediterrânea como um todo e vestindo uma roupagem rock-eletro-pop dramática turbinadas por letras extremamente pessoais e diretas, Marina criou seu diamante bruto, anunciando o que pode ser o som pop que vai atingir as rádios em cheio em algum tempo. Mas, infelizmente, como acontece com artistas pop avançados que não têm uma aparato de mídia a seu favor (Marina acusou sua distribuidora estadunidense de não investir o suficiente na divulgação dela na terra de Obama), o disco não foi um sucesso de vendas como deveria, apesar de sua turnê esgotada e ótimas críticas da imprensa especializada. Vendendo ou não, Marina fez um disco que eu escuto inteiro com a sensação de delícia passando pelo meu corpo. Música autoral sofisticada sem deixar de ser pop, foi isso que Marina conseguiu com suas jóias da família. Como ela mesma diz: “I am Marina, you are The Diamonds.”</div>
<div>Na playlist: <em>Rootless</em>, <em>Oh No!</em>, <em>Shampain</em>.</div>
<div>&#160;</div>
<div align="center"><strong>#9. MGMT – Congratulations</strong></div>
<div><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="congratulations" border="0" alt="congratulations" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/congratulations.jpg" width="480" height="431" /> </div>
<div>&#160;</div>
<div>Esculachados pela crítica cri-cri por não continuarem com o indie pop drogadinho paz-e-amor do seu primeiro disco, os lindos do MGMT entregaram em 2010 (além de uma das capas mais legais) um álbum que, ao lado dos de bandas como <strong>Girls</strong>, <strong>Of Montreal</strong>, <strong>Akron/Family</strong>, solidifica o psicodelismo na música dos anos 2000 (que muita gente insiste em dizer que não existe). Completamente insano, deliciosamente experimental, perigosamente sem limites: esse é <em>Congratulations</em>, um LP em que as sonoridades não se repetem e as viagens são alucinantes. Sem abandonar as guitarras, os sintetizadores e os vocais agudinhos, o MGMT não dá exatamente uma guinada em seu estilo mas sim decide subir mais a montanha da psicodelia, que eles já tinham começado a escalar no <em>Oracular Spectacular</em>. Mesmo porque os relatos da turnê do seu primeiro disco descrevem praticamente um show de rock progressivo, com muita viagem e improviso, às vezes ao limite da chatice segundo alguns. Apesar de todo o discurso dos críticos de que eles deveriam ter continuado pop, esse segundo LP da dupla é o equivalente de 2010 ao <em>Album</em> do Girls, ou seja, uma maravilhosa e colorida guloseima para viajar sem sair do lugar.</div>
<div>Na playlist: <em>Brian Eno</em>, <em>It’s Working</em>, <em>Congratulations</em>.</div>
<div>&#160;</div>
<div align="center"><strong>#8. Chromeo – Business Casual</strong>&#160;<img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="businesscasual" border="0" alt="businesscasual" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/businesscasual.jpg" width="480" height="480" />&#160;</div>
<div align="left">A dupla de eletrofunk mais sexy da atualidade volta para um terceiro LP que é, sem dúvida, ainda melhor do que o já ótimo <em>Fancy Footwork</em>, o segundo deles. Com uma diferença: aqui eles estão nos anos 70 e não nos anos 80 como em seus trabalhos anteriores. Tendo trabalhado em turnê com a dupla sensação dos anos 70 <strong>Hall &amp; Oates</strong>, a dupla canadense formada por um judeu e um árabe detona 10 faixas cheias de sensualidade, romantismo e suingue, mantendo mulheres esculturais e diálogos de casal como tema central de suas composições. Com seu bom humor já conhecido, a dupla sobe de nível com um som mais classudo e mais contagiante, fazendo um disco dançante que também funciona como trilha pra um jantar mais quente com o ser desejado (risos). E mesmo sem tirar o remelexo dos anos 70, o som dos dois lindos soa fresco e até futurista em algumas canções. Sem medo de soarem bregas, os Chromeo fazem um disco classe A que não é nada menos que um deleite para os ouvidos e os quadris.</div>
<div>Na playlist: <em>Don’t Walk Away</em>, <em>Hot Mess</em>, <em>When The Night Falls</em>.</div>
<div>&#160;</div>
<div align="center"><strong>#7. Owen Pallett – Heartland</strong>&#160;<img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="heartland" border="0" alt="heartland" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/heartland.jpg" width="480" height="480" /> </div>
<div>&#160;</div>
<div>O artista antes conhecido como <strong>Final Fantasy</strong> lança seu primeiro LP usando seu nome como nome artístico em sua carreira solo e só continua subindo a linda colina orquestral que é a sua carreira. Além de arranjar para <strong>Arcade Fire</strong> (de quem é amigo pessoal), <strong>Pet Shop Boys</strong> e <strong>The Last Shadow Puppets</strong> (cujo debut foi o #10 da lista de 2008), Owen tem uma brilhante carreira solo. Além de ser um mestre do violino, ele é um arranjador de primeira classe, figurando entre os artistas que continuam a passar a borracha na imaginária linha que divide o erudito do popular. Tendo como verve principal mundos narrativos imaginários e a marcante convivência harmônica entre sintetizadores e arranjos orquestrais pouco convencionais, Pallet canta suas histórias com sua voz doce que insiste em transitar entre a raiva e a suavidade, fazendo uso de harmonias irresistíveis e dissonâncias surpreendentes. Nesse trabalho o multi-instrumentista se mostra um artista seguro e irreverente sem perder a graça e a fantasia que acompanham seu trabalho solo desde quando ainda atendia pelo nome da famosa série de RPGs. Inclusive justamente para evitar possíveis problemas com a tal série de RPGs é que ele resolveu abandonar a alcunha pela qual era antes conhecido. Porém não se engane: o nome mudou, mas o artista é o mesmo.</div>
<div>Na playlist: <em>Flare Gun</em>, <em>Midnight Directives</em>, <em>Lewis Takes Action</em>.</div>
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<div align="center"><strong>#6. Cee-Lo Green – The Lady Killer</strong>&#160;<img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="theladykiller" border="0" alt="theladykiller" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/theladykiller.jpg" width="477" height="480" /> </div>
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<div>Não, o gostosão Cee-Lo não é um ginocida. Ele é um conquistador, um amante incorrigível. E um monstro do soul moderno. Nesse seu primeiro trabalho solo depois dos dois geniais discos do <strong>Gnarls Barkley</strong>, sua parceria abençoada com <strong>Danger Mouse</strong>, Cee-Lo assume sem pudor a figura do soulman galanteador sem perder o gosto urban de sua persona já conhecida. Não consigo pensar em outra palavra pra definir esse LP além dessa: classe. Claro que eu tenho tesão pelo negão, risos. Mas a classe dele me deixa até com vergonha dos meus desejos carnais. Mr. Green assume um personagem (como outro artista dessa lista, mais para frente…) e transpira esse matador de damas em cada uma das faixas dessa jóia da black music do século XXI. Não é um disco conceitual, as músicas não necessariamente se encaixam em uma narrativa, mas a coesão do personagem-título do disco aparece na interpretação de Cee-Lo. E a interpretação dele é sem esforço, poderosa, sexy, espiritual, classuda. É muita classe pra um disco só, minha gente. Sem dúvidas, dessa lista, é o disco com o que eu mais me relaciono fisicamente. Suas classe e sensualidade, Mr. Green, não matam só damas, elas podem matar este cavalheiro aqui também.</div>
<div>Na playlist: <em>Wildflower</em>, <em>Bright Lights Bigger City</em>, <em>It’s OK</em>.</div>
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<div align="center"><strong>#5. Belle &amp; Sebastian – Write About Love</strong>&#160;<img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="writeaboutlove" border="0" alt="writeaboutlove" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/writeaboutlove.jpg" width="543" height="480" /> </div>
<div align="center">&#160;</div>
<div>Depois do irresistível e suingado The Life Pursuit, a realeza escocesa do indie retorna às suas raízes tweepop mantendo a sonoridade retromoderna do LP anterior. Com mais baladas do que qualquer outro disco da banda, Write About Love é um puta disco, mas isso não é surpresa. A surpresa aqui fica por conta de como a banda consegue colocar suas ensolaradas melodias reminiscentes dos anos 60 em completude com a sonoridade robusta do rock moderno e muitos sintetizadores com pitadas orquestrais. A trupe de Stuart Murdoch mostra nesse disco que ser indie ainda é digno (nunca vai deixar de ser, quem diz o contrário é recalcado #muitofranco) e que clima e intenção não definem a qualidade de uma canção. De brinde ainda tem <strong>Norah Jones</strong> cantando uma das lindas baladas, a atriz <strong>Carey Mulligan</strong> sendo fofa na magnífica faixa-título e a psicodélica e divertida <em>I’m Not Living In The Real World</em>. Sem dúvida um dos pontos altos da dourada discografia da banda e uma prova de que eles estão bem longe de virar cachorro morto.</div>
<div>Na playlist: <em>I’m Not Living In The Real World</em>, <em>I Want The World To Stop</em>, <em>Come On Sister</em>.</div>
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<div align="center"><strong>#4. Sufjan Stevens – All Delighted People EP</strong>&#160;<img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="alldelightedpeople" border="0" alt="alldelightedpeople" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/alldelightedpeople.jpg" width="486" height="480" /> </div>
<div align="center">&#160;</div>
<div>Não se engane pelo EP no final do título: esse disco tem 59 minutos e 15 segundos de duração. Sim, o LP propriamente dito que o anjinho Sufjan lançou em 2010, <em>The Age Of Adz </em>(que por sua vez tem 74 minutos e 43 segundos de duração), é foda em níveis absurdos, um verdadeiro magnum opus dentro da discografia do lindinho. Mas meu coração ficou com esse “EP” que eu considero um LP (e nem venham me contestar, ok?). Já começa fodendo com a minha vida com a faixa-título de 12 minutos que tem corais, uma orquestra, guitarras discretas porém enlouquecidas e uma bateria que se utiliza da dinâmica pra fortalecer os rompantes dessa pocket symphony sobre o apocalipse. Isso porque ainda estamos na primeira faixa, mas Sufjan foi bonzinho e fez o miolo de lindas canções com instumentação mais suave e vozes confortantes. Depois de uma versão classic rock da faixa-título e uma belíssima canção com fortes influências country que lembra o material de <em>Illinoise</em>, Sufjan dá o tiro de misericórdia com uma música dedicada à sua irmã. Uma peça de 17 minutos que passa pelo já conhecido estilo orquestral-coral de Mr. Stevens, se infunde num progrock movido a uma guitarra metálica e distorcida que improvisa durante boa parte da música, com alguns crescendos e retornos à suavidade. Mas isso é só a introdução. Quando Sufjan começa a cantar a letra, lá pelos 12 minutos, a música ganha ares softrock e uma bateria sintetizada se junta ao vocal ambientalizado do lindo cantor, como uma espécie de prenúncio do que virá em <em>The Age Of Adz</em>. Além disso a lindíssima letra de amor e companheirismo à irmã coroa esse final de tirar o fôlego. Lindo, lindo, lindo do começo ao fim! Se isso é um EP, porran, o que é que quer dizer um LP, né?</div>
<div>Na playlist: <em>Heirloom</em>, <em>Enchanting Ghost</em>, <em>All Delighted People (Original)</em>.</div>
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<div align="center"><strong>#3. Goldfrapp – Head First</strong>&#160;<img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="headfirst" border="0" alt="headfirst" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/headfirst.jpg" width="480" height="480" /> </div>
<div align="center">&#160;</div>
<div>De volta como uma evolução da sua persona de <em>Supernature</em>, Alison Goldfrapp não tem medo de nada. Ela faz um disco oitentista até o talo, futurista até o talo, pop até o talo, sexy até o talo e o finaliza com uma faixa de experimentação vocal, que, por algum motivo mágico, soa como parte essencial de tudo que foi ouvido nas faixas anteriores. Ela e Will Gregory fazem um álbum que eu gosto tanto, que me traz tanta delícia, que eu nem sei direito o que dizer. Se em <em>Supernature</em> ela era eletropop com influências retrô, aqui ela é retrô com influências eletropop. E mesmo assim você não consegue imaginar o disco sendo feito e lançado nos anos 80. Essa mulher é uma bruxa! Ou uma vampira-bruxa que bebe sangue de garotos metaleiros usando suas escravas em trajes de ginástica vindos direto… atenção: dos anos 80! Alison resolveu ser uma diva. Mesmo sem vender tanto quanto uma artista pop de rádio, ela resolveu ser uma diva. Mas veja bem: uma diva musical. O disco te refresca a cada faixa, ele simplesmente não se repete. É uma jornada de sintetizadores e batidas pulsantes guiada pela voz da loira que leva, como a última faixa faz questão de deixar claro, a um lugar indefinido porém cheio de som e talvez uma outra viagem. E na melhor faixa do disco Alison canta: “I’m feeling alive again!”.</div>
<div>Na playlist: <em>Voicething</em>, <em>Alive</em>, <em>Believer</em>.</div>
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<div align="center"><strong>#2. Robyn – Body Talk Trilogy</strong>&#160;<img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="bpdytalkpt1" border="0" alt="bpdytalkpt1" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/bpdytalkpt1.jpg" width="480" height="480" /> </div>
<div><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="bodytalkpt2" border="0" alt="bodytalkpt2" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/bodytalkpt2.jpg" width="485" height="480" /> </div>
<div><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="bodytalkpt3" border="0" alt="bodytalkpt3" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/bodytalkpt3.jpg" width="480" height="480" /> </div>
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<div>Sim, depois de todos os rolos de lançamentos mil em países diferentes em datas diferentes de anos diferentes do seu homônimo álbum de renascimento, a rainha sueca da música pop, Hennes Majestät <strong>Robyn</strong>, voltou em 2010 não com um simples álbum, mas com 3 mini-álbuns matadores. A trilogia <em>Body Talk</em> está sendo considerada aqui como um álbum só pois nada se perde dentre as 22 faixas contidas nas 3 partes do projeto. Existem momentos um pouco mais baixos que o resto do todo, mas nada que seja dispensável. Nem mesmo a tradicional canção sueca <em>Jag Vet En Dejlig Rosa, </em>numa linda interpretação singela de Robyn, pode ficar de fora. Tudo aqui é maravilhoso. Não interessa se você quer cantar junto, bater cabelo, dançar break, cantar raps robóticos, ser a rainha da pista de dança sem socializar com ninguém ou chorar num canto escuro da buatchy, não importa o que você quer na música pop: está tudo aqui. E com qualidade musical de altíssimo nível com espaço para experimentações eletrônicas. Robyn redefine a sua própria sonoridade sem deixar pra trás o que começou com o <em>Robyn</em> em 2005. Eu arrisco a dizer que ela redefine o pop eletrônico no geral com esse LP. E ainda faz tudo isso se divertindo horrores! Não se espantem se daqui a algum tempo alguma popstar estadunidense aparecer com algo muito parecido com o que há em <em>Body Talk</em> porque, caso você não saiba, a Suécia fabrica a música pop dos EUA desde o final dos anos 70, mas eles preferem usar o futuro antes com eles mesmos. Sem dúvidas, o álbum (projeto, se você preferir) que inaugurou a música pop dos anos 2010.</div>
<div>Na playlist: <em>In My Eyes</em>, <em>Dancehall Queen</em>, <em>Time Machine</em>.</div>
<div>&#160;</div>
<div>Chegou a hora de conhecer a trinca que divide o topo dessa lista. Mas se você está acompanhando a playlist enquanto lê, eu compliquei sua vida aqui: as faixas dos 3 álbuns #1 estão misturadas pra você ouvir. Foi a melhor maneira de reiterar como eu penso e sinto que os 3 discos em questão estão no mesmo nível. Então lá vão, em ordem alfabética pelo nome do artista (assim como está misturado na playlist) os 3 álbuns insuperáveis de 2010 na minha opinião:</div>
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<div align="center"><strong>#1. Arcade Fire – The Suburbs</strong></div>
<div align="center"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="thesuburbs" border="0" alt="thesuburbs" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/thesuburbs.jpg" width="524" height="480" /> </div>
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<div align="center"><strong></strong></div>
<div align="center"><strong>#1. Janelle Monáe – The ArchAndroid</strong></div>
<div align="center"><strong><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="thearchandroid" border="0" alt="thearchandroid" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/thearchandroid.jpg" width="484" height="480" /> </strong></div>
<div align="center">&#160;</div>
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<div align="center"><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<div align="center"><strong>#1. The Knife in collaboration with Mt. Sims &amp; Planningtorock – Tomorrow, In A Year</strong></div>
<div align="center"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="tomorrowinayear" border="0" alt="tomorrowinayear" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/tomorrowinayear.jpg" width="480" height="480" />&#160; </div>
<div>O primeiro grande disco de rock da década, o álbum que anuncia definitivamente o futuro da black music e o álbum duplo da trilha sonora de uma ópera contemporânea sobre Charles Darwin: esses são os melhores discos de 2010 na minha nem-sempre-tão-humilde-assim opinião. Eu decidi falar deles num texto só porque eles tem muitas coisas em comuns, apesar das diferenças gritantes e tão aparentes. Os três são épicos, conceituais, não facilmente digeríveis para ouvidos mais incautos e enormes. São 3 grandes triunfos musicais em 3 grandes gêneros da música pop dos nossos dias: Rock, Black Music e Experimental. São 3 histórias sendo contadas quase que ininterruptamente em canções de complexidade e beleza num nível tão alto que emociona e assusta ao mesmo tempo. Sim, os 3 discos me fazem chorar em determinados momentos, os 3 discos me tocam profundamente com letra e com música. Cada um dos 3 me move de um jeito distinto mas emocionalmente semelhante. Eles atingem meu eu-músico e me dizem que as fronteiras da arte mais consumida e produzida no mundo não só podem como devem ser quebradas sempre que possível, sempre que uma oportunidade aparecer. São daqueles discos que me fazem ter mais vontade ainda de ser artista e de provocar em outras pessoas o que eles provocam em mim. Mas claro que nada disso vem de sopetão.</div>
<div>&#160;</div>
<div>Eu acompanho os canadenses do <strong>Arcade Fire</strong> desde o final de 2005 quando eu descobri, um tanto quanto tardiamente, o primeiro disco deles e foi amor à primeira ouvida. E eles são grandes desde sempre, eu penso. Esse <em>The Suburbs</em> é só uma prova de que eles não são apenas grandes, eles são grandes artistas. Eles contam histórias com música como poucos dentro do rock hoje em dia. E não é qualquer rock, é um rock da estirpe de <strong>Queen</strong>, de <strong>Beatles</strong>. É o renascimento do rock para a nova década.</div>
<div>&#160;</div>
<div>A lindíssima e iluminadíssima <strong>Janelle Monáe</strong> chegou ao meu ouvido quando um amigo me apresentou, ainda em 2009, o impressionante vídeo de <em>Many Moons</em> (que pra mim ainda é a canção-obra-prima da moça). Outro amor à primeira ouvida e lá fui eu atrás do EP que é a primeira parte (ou Suite, como ela chama) da saga de amor e revolução da heroína andróide Cindi Mayweather, o eu-lírico de Janelle dentro desta sua obra conceitual. O referido EP é um aperitivo com o gosto de um prato principal de um enorme banquete de brilhantismo musical que atingiu seu ponto mais alto (até agora já que ainda temos que esperar para a conclusão da história de Cindi) com <em>The ArchAndroid</em>, uma disco visionário, ousado e enérgico.</div>
<div>&#160;</div>
<div>A dupla <strong>The Knife</strong>, dos suecos (país abençoado essa Suécia) irmãos Dreijer (lembram como Karin abocanhou o topo dessa lista de 2009 com o seu <em>Fever Ray</em>?) eu conheci através do meu parceiro de crime <a href="http://twitter.com/phillsucks" target="_blank">Phill Wanzeler</a>, que me apresentou à primeira faixa do segundo disco deles. Adivinhem? Amor à primeira ouvida! O terceiro disco, ainda melhor, me deixou louco, com aquele pensamento de “como eu vivi sem ter conhecido isso antes???”. E então eles retornam depois do hiato (em que Karin se dedicou ao <strong>Fever Ray</strong> e Olof ao <strong>Oni Ayhun</strong>) lançando uma versão de estúdio da já tão falada trilha da ópera sobre Darwin, em parceria com o estadunidense <strong>Mt. Sims</strong> e com a britânica <strong>Planningtorock</strong>. Não só um álbum, mas um álbum duplo com 90 minutos de duração. Um disco completamente inconvencional e difícil, feito de ruídos, experimentações, texturas, percussões, canto lírico e letras poético-narrativas sobre a vida e a obra de Charles Darwin.</div>
<div>&#160;</div>
<div>Esses 3 discos fizeram meu ano ficar maior. Não em duração, mas em amplitude. Não importa se algumas pessoas contestaram minha decisão de manter os 3 discos nesse topo, nem se contestaram se o disco do The Knife deveria estar nessa lista. São 3 discos que mudaram a minha vida no mesmo ano. Porra, e que ano foi 2010! Uma jornada tão complexa e emocionante quanto esses 3 discos juntos. É por isso que eles ficaram no topo: porque eu ouvi a minha vida neles mais de perto, mais de dentro, do que nos outros.</div>
<div>&#160;</div>
<div>Na playlist:</div>
<div><strong>Arcade Fire</strong> – <em>Empty Room</em>, <em>Month Of May</em>, <em>Sprawl II (Mountains Beyond Mountains);</em></div>
<div><strong>Janelle Monáe</strong> – <em>57821</em>, <em>Faster</em>, <em>Cold War;</em></div>
<div><strong>The Knife</strong> – <em>Annie’s Box (alt. vocal)</em>, <em>The Height Of Summer</em>, <em>Colouring Of Pigeons</em>.</div>
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		<title>Chamamento Geral</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 14:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cairo Braga</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegou Agosto e é hora de sacudir a poeira! Estou prestes a finalmente estrear meu vlog mas preciso da ajuda de vocês para o primeiro episódio. A idéia é a seguinte: quem quer que você seja, me mande um vídeo de no máximo 33 segundos dizendo quem sou eu. A resposta pode ser qualquer coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou Agosto e é hora de sacudir a poeira!</p>
<p>Estou prestes a finalmente estrear meu vlog mas preciso da ajuda de vocês para o primeiro episódio.</p>
<p><a href="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/titlecardblog.jpg"><img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px;" title="title-card-blog" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/08/titlecardblog_thumb.jpg" border="0" alt="title-card-blog" width="494" height="410" /></a></p>
<p>A idéia é a seguinte: quem quer que você seja, me mande um vídeo de no máximo 33 segundos dizendo quem sou eu. A resposta pode ser qualquer coisa real ou fictícia desde que seja um vídeo de no máximo 33 segundos e que nele você me diga quem sou eu. Quero usar o máximo de contribuições possíveis para montar o episódio 0 da primeira temporada do meu vlog, cuja cartela é essa imagem aí em cima e o título tá bem óbvio nela, né, rs.</p>
<p>Vai mandar? Então se liga nas instruções:</p>
<ul>
<li>qualquer formato de arquivo de vídeo rola, mas tente mandar com uma resolução mínima de 320&#215;240;</li>
<li>me mande o arquivo direto por email ou faça upload em algum lugar das interwebs e mande o link para <a href="mailto:cairobraga@cairobraga.com">cairobraga@cairobraga.com</a>;</li>
<li><span style="color: #000000;"><del>somente os vídeos enviados até as 23h do dia 22 de Agosto de 2011 serão considerados</del> UPDATE: o prazo foi estendido até as 23h59 do dia 1 de Setembro de 2011</span>;</li>
<li>mesmo se você não me conhece pessoalmente ou caiu nesse blog por acidente, mande seu vídeo, afinal, nunca se sabe o que eu posso descobrir sobre mim mesmo com o que você tem a dizer.</li>
</ul>
<p>Fácil, né? (ou não, rs) Então AJUDAEU, ASSIM, NUMA BOA e manda seu vídeo!!!</p>
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		<title>Sensaciones Pop</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 19:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cairo Braga</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[É com grande alegria que anuncio oficialmente a mudança de nome do blog (mais uma, mas o importante é manter o meu nome no endereço pra todo mundo saber que ainda sou eu que estou aqui, apesar de tantas metamorfoses&#8230;) para o apelido que minha amadíssima Pâmella Zakrzewski me deu em 2008 e que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com grande alegria que anuncio oficialmente a mudança de nome do blog (mais uma, mas o importante é manter o meu nome no endereço pra todo mundo saber que ainda sou eu que estou aqui, apesar de tantas metamorfoses&#8230;) para o apelido que minha amadíssima <a href="http://twitter.com/FrasesDeEfeito">Pâmella Zakrzewski</a> me deu em 2008 e que eu uso como nick do MSN desde então: <strong>A ENCICLOPÉDIA DO INESPERADO.</strong></p>
<p>Junto com isso lanço nesse post a minha primeira coletânea (coisa que amo fazer e que há tempos venho querendo compartilhar com vós) feita em comemoração ao iminente-mas-ainda-sem-data lançamento de <em>La Polinesia Meridional</em>, o novo álbum da minha banda espanhola favorita, <strong>La Casa Azul</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://cairobraga.com/wp-content/uploads/2011/06/caratula-small.jpg" alt="te espero sentado en la puerta de La Casa Azul" /></p>
<p><strong><em>Sensaciones Pop: La Cronologia Selecionada de La Casa Azul por Cairo Braga</em></strong> é uma compilação cobrindo as músicas que eu mais gosto e que representam o universo em evolução dessa banda de um homem só que faz o pop mais luminoso da Espanha atualmente e é considerado a maior estrela da cena do rock independente espanhol. <strong>Guille Milkyway</strong> lançou o primeiro compacto do La Casa Azul em 1998 e desde então só ganhou mais fãs e sucesso com seu rock-disco-eletro-dance-shibuya-sunshine-pop que versa sobre amores perdidos, universos multicoloridos, festas e amores conquistados embalados por melodias irresistivelmente cantáveis e retrô (que têm embalado meus dias desde que minha irmã <a href="http://twitter.com/beck_daniel">Daniel Beck</a> me apresentou à banda no final de 2009).</p>
<p>Então se prepare para <em>La Polinesia Meridional</em> viajando por tudo que banda fez de melhor até hoje, incluido o primeiro single do novo disco. A tracklisting você confere na página de <a href="http://cairobraga.com/mixtapes">Mixtapes</a> e o link para download está logo abaixo.</p>
<p>[RAR] <strong>La Casa Azul</strong> &#8211; <a href="http://www.4shared.com/file/qEPd-9Xv/CronologiaLCA_byCairoBraga_201.html">Sensaciones Pop: La Cronologia Selecionada de La Casa Azul por Cairo Braga</a></p>
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		<title>Lucille Bogan, nós e o sexo</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 14:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cairo Braga</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo o querido Felipe Killer (do Vinyyyl) postou em seu twitter um link para uma música um tanto quanto surpreendente para ouvintes mais incautos. Era uma versão &#8220;secreta&#8221; de um sucesso da cantora de jazz dos anos 20, 30 e 40 Lucille Bogan: &#8220;Shave&#8217;em Dry&#8220;. Acompanhe a letra: I got nipples on my [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo o querido <strong><a href="http://twitter.com/felipekiller">Felipe Killer</a></strong> (do <strong><a href="http://vinyyyl.blogspot.com/">Vinyyyl</a></strong>) postou em seu twitter um link para uma música um tanto quanto surpreendente para ouvintes mais incautos. Era uma versão &#8220;secreta&#8221; de um sucesso da cantora de jazz dos anos 20, 30 e 40 <strong>Lucille Bogan</strong>: &#8220;<em>Shave&#8217;em Dry</em>&#8220;.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cairobraga.com/2011/lucille-bogan-nos-e-o-sexo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2ko2VXpW7_g/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Acompanhe a letra:</p>
<p><em>I got nipples on my titties, big as the end of my thumb,</em><br />
<em>I got somethin&#8217; between my legs&#8217;ll make a dead man come,</em><br />
<em>Oh daddy, baby won&#8217;t you shave &#8216;em dry?</em><br />
<em>Now, draw it out!</em><br />
<em>Want you to grind me baby, grind me until I cry.</em><br />
<em>(Uh, huh.)</em><br />
<em>Say I fucked all night, and all the night before baby,</em><br />
<em>And I feel just like I wanna, fuck some more,</em><br />
<em>Oh great God daddy,</em><br />
<em>(Say you gonna get it. You need it.)</em><br />
<em>Grind me honey and shave me dry,</em><br />
<em>And when you hear me holler baby, want you to shave it dry.</em><br />
<em>I got nipples on my titties, big as the end of my thumb,</em><br />
<em>Daddy you say that&#8217;s the kind of &#8216;em you want, and you can make &#8216;em come,</em><br />
<em>Oh, daddy shave me dry,</em><br />
<em>(She ain&#8217;t gonna work for it.)</em><br />
<em>And I&#8217;ll give you somethin&#8217; baby, swear it&#8217;ll make you cry.</em><br />
<em>I&#8217;m gon&#8217; turn back my mattress, and let you oil my springs,</em><br />
<em>I want you to grind me daddy, &#8217;til the bell do ring,</em><br />
<em>Oh daddy, want you to shave &#8216;em dry,</em><br />
<em>Oh great God daddy, if you can&#8217;t shave &#8216;em baby won&#8217;t you try?</em><br />
<em>Now if fuckin&#8217; was the thing, that would take me to heaven,</em><br />
<em>I&#8217;d be fuckin&#8217; in the studio, till the clock strike eleven,</em><br />
<em>Oh daddy, daddy shave &#8216;em dry,</em><br />
<em>I would fuck you baby, honey I&#8217;d make you cry.</em><br />
<em>Now your nuts hang down like a damn bell sapper,</em><br />
<em>And your dick stands up like a steeple,</em><br />
<em>Your goddam ass-hole stands open like a church door,</em><br />
<em>And the crabs walks in like people.</em><br />
<em>Ow, shit!</em><br />
<em>(Aah, sure enough, shave &#8216;em dry?)</em><br />
<em>Ooh! Baby, won&#8217;t you shave &#8216;em dry</em><br />
<em>A big sow gets fat from eatin&#8217; corn,</em><br />
<em>And a pig gets fat from suckin&#8217;,</em><br />
<em>Reason you see this whore, fat like I am,</em><br />
<em>Great God, I got fat from fuckin&#8217;.</em><br />
<em>Eeeeh! Shave &#8216;em dry</em><br />
<em>(Aah, shake it, don&#8217;t break it)</em><br />
<em>My back is made of whalebone,</em><br />
<em>And my cock is made of brass,</em><br />
<em>And my fuckin&#8217; is made for workin&#8217; men&#8217;s two dollars,</em><br />
<em>Great God, round to kiss my ass.</em><br />
<em>Oh! Whoo, daddy, shave &#8216;em dry</em></p>
<p>O lance é que essa canção em especial chama a atenção por ser bem explícita mas durante os anos 20, 30 e 40 o jazz safadinho, cravejado de duplos sentidos e eufemismos sexuais, era mais comum nos Estados Unidos do que conhece. E mais ousado do que o bitch pop de hoje em dia, que se proclama tão prafrentex e libertário, mesmo pros nossos padrões.</p>
<p>Tudo isso me trouxe à memória uma discussão que tive com meu pai sobre como da geração dele para a minha ouve um processo de encaretização do sexo. Sim, a expressão social da sexualidade no cotidiano e na cultura pop se tornaram realmente mais evidentes e derrubaram tabus dos anos 60 pra cá, mas por algum motivo a maneira como a juventude vive a sexualidade hoje em dia é repleta de amarras, preconceitos e valores conservadores que não condizem com todo o discurso de que somos mais livres sexualmente que nossos pais e avós.</p>
<p>Os relatos e conselhos de meus pais relacionados ao sexo com base no que eles viram e viveram em sua juventude me faz entender porque tanta gente ainda se escandaliza com certas declarações que faço em mesas de bar e conversas nos fóruns e chats interwebs afora. Digo isso porque o que eu estou vendo e vivendo na minha juventude é de algum modo decepcionante para um pré-adolescente que cresceu ouvindo borbulhantes declarações sobre como a minha geração é livre, tolerante e livre de preconceitos. Sim, porque toda essa caretice sexual afeta diretamente todo o resto de nossas vidas, inclusive os preconceitos. Mas isso é sabido e não quero ser redundante.</p>
<p>Muito se diz sobre como a ação social coletiva é a chave da mudança de paradigmas para uma geração e/ou sociedade, mas não adianta nada toda uma conjuntura de mobilização com objetivos comuns se dentro de cada uma das pessoas envolvidas ainda residem modelos medievais de relação sócio-sexual, preconceitos íntimos e medo do novo. Falando especificamente do meio LGBT, a reprodução dos modelos heteronormativos é algo ainda muito forte nas relações e nos relacionamentos, e isso me incomoda muito porque tudo isso acaba, no frigir dos ovos, atravancando nossas lutas polítcas contra o machismo e a homofobia, afinal essas duas coisas seguem firmes e fortes dentro do próprio universo LGBT.</p>
<p>Enquanto pessoas como eu ainda forem tachadas de &#8220;avançadinhas demais&#8221; por pessoas que acham que o gay efeminado é sempre quem dá o rabo, que engolir porra é nojento e degradante, que se define como o homem ou a mulher da relação e insiste no conceito castrador cristão da promiscuidade, nossas metas de mudança social estarão sempre enfraquecidas e dependentes de uma certa sorte pra acontecerem como desejamos.</p>
<p>Se em 80 anos passamos de shows onde cantoras como Lucille Bogan cantavam o sexo com imagens explícitas e bem humoradas com liberdade para um clipe sem graça e sem força como &#8220;<em>S&amp;M</em>&#8221; de <strong>Rihanna</strong> censurado em dezenas de países por seu &#8220;conteúdo sexual pesado&#8221;, está mais do que na hora de repensar a liberdade sexual dos nossos dias, não tão livre como pensamos que ela é.</p>
<p>Existe a famosa frase: &#8220;Pense global, aja local&#8221;. Ela também vale pro sexo.</p>
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